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Vibration

Conto erótico de
J.O. Brook e L.B. Brook

— Terminou tudo entre nós!
O grito de Sophie foi seguido por um vaso de cristal voando na direção do ex-namorado. Sinceramente, estava farta dele. Foi divertido desfilar com aquele modelo e estampar as páginas de revistas como o “Casal do Momento”, mas tudo na vida dela era rápido: gostava depressa, amava rápido e desgostava mais rapidamente ainda. Com Sophie, todos os términos eram dramáticos. Ela encerrava a relação e os homens pediam mais uma “chance” para agradá-la.

O mundo de Sophie era baseado em dinheiro, festas e diversão desde que herdara a fortuna dos pais. Estava habituada a fazer somente o que desejava, sem se importar com ninguém. Seus interesses giravam apenas em torno dela, que eram quem realmente importava. Todos os outros ao seu redor eram apenas acessórios, utilizados ao seu bel prazer. Ela adorava desfrutar de seus caprichos e todos faziam aquilo que ela desejava.

Sophie estava entediada na enorme casa no Jardim América. Sentou-se na sala, observando o luxo que a rodeava. Estava cansada dos mesmos shoppings, das mesmas amigas, das compras e, acima de tudo, de ser bajulada pelas pessoas que a cercavam. Precisava experimentar alguma coisa diferente!

A campainha da porta da frente da mansão tocou e a pobre moça rica ouviu alguém falando com uma das empregadas:
— Diga ao Augusto que é a Mari. Estou com a encomenda dele!
A dona da casa ficou furiosa pela ousadia do novo empregado. Receber pessoas no horário de trabalho e, ainda por cima trazendo encomendas pessoais? Ao ver Mari, Augusto ficou envergonhado. Sophie se colocou atrás de uma parede e passou a ouvir a conversa entre a moça e o funcionário.

— Você devia ter chamado na porta dos fundos! — Disse o rapaz, muito constrangido.
Olhou ao redor para ver se tinha alguém por perto e perguntou:
— Trouxe? — Os olhos dele brilhavam.
— Claro! — A moça tirou uma pequena sacola da bolsa e entregou ao rapaz. — Vibration. Já sabe, não é? Aplique no pênis quando estiver duro…
— Fale baixo! — O rapaz interrompeu a consultora.

— Ok, ok! Aplique em todo o pênis e saco escrotal. Comece uma massagem, relaxe e desfrute. Vai sentir uma vibração que deixará você louco. Ou quem experimentar! Use e abuse do produto que te levará ao paraíso. — Mari sorriu e falou: — Quem experimentou, ficou apaixonado pelo Vibration. É o melhor vibrador líquido do mercado!
— Vibrador líquido? — Disse Sophie, surpresa com a informação.
Seu tom de voz ecoou pelo enorme hall de entrada. Ao perceber que tinha falado alto demais, saiu rapidamente. Na sala de leitura, pegou o celular e digitou: “Vibration, vibrador líquido”. Uma lista enorme de matérias surgiu na tela e a moça começou a ler. Todas aquelas informações deixaram-na excitada. Ela se perguntava como nenhum dos seus namorados, ricos e famosos, tinha usado aquele produto com ela? Naquele instante, ouviu um barulho vindo do jardim.
Aproximando-se da janela, deparou-se com Augusto cuidando das plantas. Passou alguns instantes admirando o rapaz. Ele era interessante. Vestia uma regata branca colada ao corpo, calças jeans gastas pelo trabalho e exibia um corpo bem proporcionado. Os olhos de Sophie começaram a analisá-lo cuidadosamente. Cabelos negros emolduravam um rosto másculo, de queixo quadrado, lábios carnudos que deviam beijar divinamente, pescoço largo que se dilatava a cada movimento, acompanhando cada músculo.
O calor da rua contrastava com o frescor da sala de leitura. Debaixo do sol, o rapaz começou a suar. Cada gota que deslizava pelo rosto e descia pelo pescoço era seguida pelos olhos atentos de Sophie. O corpo da garota começou a ficar quente e nem mesmo o ar condicionado podia aplacar a onda de calor. Em um determinado momento, Augusto, sem saber que estava sendo observado, tirou a camiseta e revelou as costas largas e musculosas. Sophie nem imaginava que ele fosse tão atlético. A cabeça da moça se movia, seguindo cada movimento do corpo do rapaz. Quando percebeu que estava ficando excitada, reclamou:
— Eu, Sophie, encantada por um funcionário, por conta de um Vibration!
A constatação deixou-a irritada. Sem demora, pegou a bolsa e se preparou para sair. Do lado de fora, encontrou o empregado, que continuava trabalhando sem camiseta. Furiosa, dirigiu-se a ele agressivamente:
— Onde pensa que está? — O rapaz fez cara de quem não estava entendendo nada. — Vista a camiseta! Onde já se viu um empregado com esses modos? Mais uma dessas e você está despedido!
Sem dar ao rapaz tempo para responder, Sophie virou as costas e saiu. Rapidamente, Augusto recolocou a camiseta. O coração do rapaz estava acelerado. A patroa era uma de suas inspirações nas horas solitárias; e a voz da moça dando aquelas ordens tão firmes o deixou excitado. Um volume começou a surgir.
*
Eram duas da manhã quando Sophie voltou para casa. Passou o dia inteiro tentando se distrair, evitando a mansão para afastar os pensamentos daquele rapaz. Aquele empregado, com aquele corpo, e o tal vibrador líquido não lhe saíram da cabeça. Tudo continuava martelando em sua memória.
O silêncio na casa era desanimador. Todos já estavam em seus quartos. A pobre moça rica foi até a cozinha e abriu a geladeira para tomar alguma coisa. Lembrou-se de que o quarto dos empregados ficava lá perto e seus pensamentos foram em direção ao funcionário interessante.
Sophie tirou os sapatos de salto alto para não fazer barulho e caminhou pelo corredor que dava acesso às acomodações dos empregados. Ela se perguntou qual das portas seria a de Augusto e, devagar, aproximou-se de cada uma, tentando ouvir alguma coisa. Os quartos estavam no maior silêncio. Uma, duas, três portas… E nenhum barulho. Ficou irritada com as próprias atitudes.
— Sophie, onde já se viu uma menina rica e educada ouvindo atrás das portas, atrás de um empregado? Comporte-se!
Então, seus olhos se focaram na porta no fim do corredor. Alguma coisa a impelia naquela direção. Quando chegou perto, o som de uma respiração acelerada a excitou. Do outro lado, ouviu a voz de Augusto dizendo:
— Isso, Sophie!
Ficou chocada ao ouvir seu nome na boca do empregado. Uma onda de raiva a invadiu ao imaginar o que ele estaria fazendo. Sem nenhum pudor, abriu a porta com a intenção de discutir com o rapaz por conta de sua ousadia. E se deparou com Augusto nu sobre uma pequena cama. A mão dele segurava o membro em riste. A cena inesperada deixou a moça momentaneamente sem reação. Envergonhado por ser apanhado tendo prazer sozinho, o rapaz tentou levantar, mas foi impedido. Agressivamente, ela falou:
— Continue! Não estava imaginando que era eu masturbando você? Pode continuar… — No olhar de Sophie havia uma mistura de raiva, desejo e vontade de tocá-lo. A indecisão do rapaz fez com que ela gritasse novamente: — Continue!
Augusto engoliu em seco e obedeceu a ordem da patroa. Agora, não precisava mais usar a imaginação. A patroa o observava de perto.
Olhando para o criado mudo, Sophie viu uma embalagem escura, com letras verdes brilhantes.
— Então isso é o Vibration? — Questionou ela, curiosa.
O rapaz acenou com a cabeça, confirmando. Ele sorriu ao perceber que a patroa fora a pessoa que ouvira sua conversa naquela manhã. Ousadamente e com um sorriso malicioso no rosto, Augusto respondeu:
— Pode usar se desejar! — A vergonha havia desaparecido, dando lugar ao desejo.
— Usar o quê? — Sophie o encarava.
— O que desejar… — Augusto mordeu os lábios. Continuava a se masturbar enquanto encarava a patroa.
Percebendo o jogo do rapaz, Sophie decidiu entrar na brincadeira. Sensualmente, ergueu o vestido e revelou a calcinha de renda preta. Sem tirar os olhos do funcionário, com movimentos delicados, ela foi descendo a peça minúscula, revelando sua intimidade. Augusto estava hipnotizado diante daquela visão e o pulsar do seu membro denunciava a excitação crescente. Quando se livrou da roupa íntima, a moça falou:
— Quero usar o Vibration!
Augusto sorriu. Com o membro muito duro, ele pegou o produto e encarou-a, dizendo:
— Posso colocar? — O sorriso malicioso denunciava suas intenções.
Entregue ao momento, Sophie, ainda de pé, abriu as pernas e revelou uma vagina lisa. O rapaz aplicou três esguichos do produto em seu próprio dedo e, sem nenhuma cerimônia, encostou-o nos lábios vaginais. O contraste entre a pele sedosa da moça e a pele áspera do funcionário, arrancou um gemido da patroa. Com toda a delicadeza, Augusto começou a introduzir o dedo na intimidade dela. Suavemente, embora com movimentos seguros, e sem tirar os olhos do rosto da moça, deslizou o produto sobre clitóris e lábios vaginais. Quando, ousadamente, penetrou-a com o dedo, a moça segurou na cama, fechou os olhos e gemeu. O vai e vem estava deixando-a doida.
Assustada com a intensidade das próprias reações, Sophie abriu os olhos cada vez mais, fechando a boca com firmeza.
— Está tudo bem? — Ele sorria, cheio de malícia.
— Anhan! — Ela emitiu o som desencontrado e não disse mais nada.
— Posso continuar? — O prazer que Augusto sentia ao ver a patroa daquela forma estava claro em sua voz.
— Deve… Isso está vibrando. E me dando muito prazer! — A respiração feminina estava descompassada.
Sophie contraiu o corpo e prendeu o dedo de Augusto dentro si enquanto experimentava um orgasmo intenso. Percebendo o que estava acontecendo, ele tomou conta da situação e, sem dar tempo para qualquer outra reação, jogou-a sobre a cama, abriu suas pernas com certa violência e colocou o rosto diante da vagina da patroa. A respiração quente deixava-a ainda mais excitada e, num ato de domínio, querendo obter mais prazer, ela segurou sua cabeça e levou-o a fazer aquilo que ela desejava. Os beijos e a língua quente e molhada contrastavam com a vibração e o frescor do Vibration. Sophie nunca tinha sentido nada daquilo com seus outros namorados. Produto e empregado se fundiam num só, com um único objetivo: proporcionar mais prazer.
Os movimentos e sensações aumentaram a excitação feminina. Os orgasmos se seguiam. Era a primeira vez que a garota experimentava o luxo que seu dinheiro não podia comprar: orgasmos múltiplos com sexo oral. Imaginando como seria o restante, ela ordenou:
— Quero os dois dentro de mim! — Ele não entendeu e Sophie explicou melhor: — Quero você e o Vibration dentro de mim.
Rindo, Augusto se ergueu. Seu membro pulsava pelo prazer de ver a patroa sobre sua cama, meio vestida, com a vagina implorando por ele e pela vibração do produto dentro do corpo. Sua boca vibrava com a mesma intensidade que seu pênis e ele obedeceu a ordem recebida. Aplicou mais do produto e massageou, sem interromper o contato visual. Sophie seguia cada movimento da mão dele.
Em um rompante, Augusto chegou mais perto e se impulsionou completamente para dentro dela. Ao se sentir invadida, a moça gemeu alto. Tapando a boca da patroa, ele sussurrou:
— Não grite. Não queremos que os outros saibam que a patroa gosta do empregado!
Ela acenou com a cabeça, confirmando, e Augusto colocou um dedo dentro de sua boca. Enquanto ele se movimentava dentro dela, Sophie chupava seu dedo, sentindo o frescor da menta e a vibração tomarem sua língua. A cada penetração, a vibração se intensificava. Perderam a noção do tempo que passaram ali, um satisfazendo o outro. A experiência era tão inebriante quanto o luxo que Sophie tinha em sua vida. Mas era a primeira vez que ela se sentia desejada como mulher, e não como a herdeira de uma fortuna. Augusto a desejava por ela mesma.
Sentindo que o ápice do prazer se aproximava, tudo ficou mais frenético. Os movimentos ficaram mais intensos e Sophie sentiu o orgasmo mais impressionante de sua vida. Quando Augusto sentiu que não aguentava mais, saiu dentro dela e sujou toda a cama.
Satisfeita, ela levantou e olhou ao redor, vendo o que tinha acontecido. Observando a denúncia do prazer do rapaz, ordenou:
— Limpe isso!
A ordem trazia de volta a patroa orgulhosa e prepotente. Sophie arrumou o vestido, ajeitou o cabelo e caminhou para a porta. Nu, Augusto levantou e estendeu a calcinha preta para a patroa. Encarando-o, ela respondeu:
— Fique com ela para continuar brincando. Mas tendo a certeza que não foi um sonho!
Ela abriu a porta e, antes de sair, perguntou:
— O Vibration tem apenas sabor de menta? — Ela sorria olhando nos olhos do rapaz.
— Não. Tem de morango, pêssego, chocolate e vinho tinto! — Augusto não entendeu a pergunta.
— Peça um de vinho tinto. A próxima vez será no meu quarto!

Autor Marister Souza Santana

Blogueira, master trainer, empresária, coach sexual e profissional capacitada em saúde e educação sexual, ceo da Bebela Lingerie.

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